"Harry Potter: Um Ano Mágico" - Momento #30

'Harry Potter: Um Ano Mágico' - Momento #30 | Ordem da Fênix Brasileira

#30

30 de janeiro
Aniversário de Lílian Potter
– Professor, há outras coisas que gostaria de saber, se o senhor puder me dizer... coisas que eu gostaria de saber a verdade...
A verdade – suspirou Dumbledore – é uma coisa bela e terrível, e portanto deve ser tratada com grande cautela. Mas, vou responder às suas perguntas, a não ser que haja uma boa razão para não fazê-lo, caso em que eu peço que me perdoe. Não vou, é claro, mentir.
– Bom... Voldemort disse que só matou minha mãe porque ela tentou impedi-lo de me matar. Mas por quê, afinal, ele iria querer me matar?
Dumbledore suspirou muito profundamente desta vez.
– Que pena, a primeira coisa que você me pergunta, eu não vou poder responder. Não hoje. Não agora. Você vai saber, um dia... por ora tire isso da cabeça, Harry. Quando você for mais velho... Sei que detesta ouvir isso... mas quando estiver pronto, você vai saber.
E Harry entendeu que não ia adiantar insistir.
– Mas por que Quirrell não podia me tocar?
– Sua mãe morreu para salvar você. Se existe uma coisa que Voldemort não consegue compreender é o amor. Ele não entende que um amor forte como o de sua mãe por você deixa uma marca própria. Não é uma cicatriz, não é um sinal visível... ter sido amado tão profundamente, mesmo que a pessoa que nos amou já tenha morrido, nos confere uma proteção eterna. Está entranhada em nossa pele. Por isso Quirrell, cheio de ódio, avareza e ambição, compartindo a alma com Voldemort, não podia tocá-lo. Era uma agonia tocar uma pessoa marcada por algo tão bom.
"HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL"
Capítulo 17, O homem de duas caras